Alcolumbre trava impeachment de Moraes por medo de Dino, diz vereador

Parlamentar diz que ministros usam processos como pressão política

Por Claudio Dantas

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O vereador Guilherme Kilter (Novo-Curitiba) publicou nesta segunda-feira (11) no X um fio detalhando os motivos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não pautar o impeachment de Moraes. Ele comentou no programa ALive desta terça-feira (12) que Alcolumbre tem medo de retaliação por parte de ministros do STF.

Kilter afirmou que o senador possui uma “ficha extensa” de investigações e que parte desses processos está sob sigilo nas mãos do ministro Flávio Dino, aliado histórico do presidente Lula.

“São muitas capivaras (lista de processos, investigações, etc), tem capivaras grandes, capivaras pequenas, mas essa capivara do Alcolumbre, eu nunca vi. É tão longa e variada que envolve desde suposta fraude eleitoral até familiares ligados a tráfico de drogas. Então, não surpreende em nada quando ele fala que, mesmo com 81 assinaturas, não vai pautar o impeachment do Alexandre Moraes”, disse Kilter.

Segundo o vereador, Flávio Dino relata tanto um processo que investiga suposta “rachadinha” atribuída a Alcolumbre quanto questões envolvendo emendas do Senado bloqueadas.

“Tá muito claro, o Alcolumbre não vai pautar o impeachment do Moraes porque ele tem medo da canetada lá no STF, do Flávio Dino, de falar, ‘ah, você vai pautar? Então, tá bom aqui, ó, é ele vai decretar a prisão preventiva, no caso da rachadinha”, afirmou.

Kilter também criticou a forma como o Supremo mantém processos contra parlamentares em aberto para usá-los como instrumento político.

“Eles deixam tudo lá, guardadinho, esperando o momento de crise para colocar deputados e senadores na malha fina”, disse.

Para ele, a aprovação do fim do foro privilegiado é essencial para que investigações contra políticos avancem sem interferência do Supremo.

Porém, o vereador alertou para o risco de que mudanças legislativas sejam usadas para garantir impunidade.

“Não pode vir um projeto cheio de jabutis, um projeto da impunidade. Tem que restabelecer a prisão em segunda instância e investigar em primeira instância, foi assim que a Lava Jato cresceu e se desenvolveu”, concluiu.

Kilter destacou ainda que a articulação política para barrar o foro privilegiado e permitir que parlamentares sejam julgados pela Justiça comum enfrenta resistência de setores do Congresso Nacional que estão alinhados ao STF. Para ele, a pressão popular será determinante para que a proposta avance sem alterações que beneficiem investigados.

Confira a publicação de Kilter no X:

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