Estatuto da Liberdade Religiosa já pode ser votado em Curitiba

Propostas para combater práticas abusivas de flanelinhas também receberam sinal verde da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Curitiba.

Por Câmara Municipal de Curitiba

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Combate a práticas abusivas de flanelinhas também recebeu sinal verde do colegiado. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

A Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania, Segurança Pública e Minorias da Câmara Municipal de Curitiba(CMC) liberou para o plenário o projeto de lei que tem por objetivo instituir um marco normativo para garantir a liberdade religiosa em Curitiba e enfrentar situações de intolerância. A proposta consolida, no âmbito do Município, direitos fundamentais já assegurados pela Constituição Federal, estabelecendo parâmetros claros para a atuação do poder público e para a convivência entre diferentes crenças.

O texto, de Guilherme Kilter (Novo), reúne princípios, garantias e deveres relacionados à manifestação de crença, ao exercício de cultos religiosos e à proteção contra práticas discriminatórias motivadas por fé ou ausência dela (005.00804.2025, com a emenda supressiva 033.00005.2026 e a emenda modificativa 034.00008.2026).

A viabilidade da medida foi atestada por Sargento Tânia Guerreiro (Pode). Para ela, a matéria está em conformidade com os conceitos de competência legislativa, laicidade do Estado, proteção aos locais de culto e liturgias e direito à assistência religiosa. A reunião do colegiado de Direitos Humanos foi realizada na terça-feira (31), quando foram analisadas um total de nove propostas legislativas.

Sinal verde para o combate a práticas abusivas de flanelinhas

Sob o argumento de ordenar o espaço urbano, avançou na comissão outra proposta de Guilherme Kilter, que visa coibir cobranças abusivas de guardadores de veículos. A iniciativa estabelece vedações claras a práticas coercitivas popularmente associadas a flanelinhas e fixa sanções administrativas progressivas – que podem chegar a multa de até R$ 1.000 – para quem exigir pagamento ou reservar vagas de forma irregular nas vias da cidade (005.00756.2025).

Em seu parecer positivo, Delegada Tathiana Guzella (União) observa que a medida contribui para a organização do espaço urbano, reforçando o caráter público dos logradouros e assegurando que sua utilização ocorra de forma livre, igualitária e sem constrangimentos. “Ao estabelecer regras claras de conduta, a norma também protege os próprios trabalhadores que exercem a atividade de forma legítima”, conclui a parlamentar. O texto segue agora para a Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e TI.

por Marcio Silva 

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